Reguengos de Monsaraz #5

 Last day in dreamy Reguengos e a promessa de um regresso…

O último dia em Reguengos obrigou a uma visita a Mourão, não podíamos ir embora sem uma passagem pela Adega Velha.

É o Alentejo numa Adega. Devem-se contar pelos dedos das mãos o número de restaurantes de alma Alentejana neste “nosso” Alentejo que ainda resistem ao passar dos tempos. Este encontra-se em Mourão, vila Alentejana na margem esquerda do Guadiana, numa rua onde a pequena “tabeleta” nos indica o local e onde o entoar do Cante Alentejano nos confirma que chegamos ao sítio certo.

Vá com calma, vá com alma, que o Alentejo é inimigo da pressa. Aqui cozinha-se a mais de 20 anos e faz-se vinho da talha a mais de um século, pelo que o Alentejo puro está aqui , entranhado nas paredes e chão deste espaço que já foi só Adega e que agora é  Alentejo vivo, mantido por aqueles que servem, produzem e frequentam este espaço.

Para aconchegar o estomago antes do almoço veio para a mesa um belo queijo da região, salpicão, azeitonas e pão alentejano tudo bem regado com o vinho da talha (produção própria), entre as entradas e a sopa da panela que veio depois entoava pela Adega o cante Alentejano que um grupo de amigos entoava ao balcão enquanto bebia um copo de vinho. Uma refeição perfeita e impossível de descrever. Espero que se mantenha assim por muitos e bons anos, da nossa parte será um até breve.

“Embriagai-vos!”

I´m 30 Bitch! Goodbye 20’s!

E pronto é o culminar de uma década e o início de outra! E até agora isto não está nada a ser como eu estava á espera que fosse quando tinha 18 anos e imaginava como ia ser a minha vidinha aos 30. Nada que me aflija muito pelo contrário, é que aos 18 imaginava que aos 30 a pessoa é adulta (seja lá o que isso signifique, acho que ainda não atingi essa clarividência), a verdade é que me sinto exactamente igual.

Ora antes que me comece a desviar do que aqui vim partilhar… vamos lá ao relatos dos festejos…

Tive a sorte de este ano o meu aniversário calhar num sábado (Espectacular, que eu ADORO fazer anos) e poder festejar os 30 o fim de semana inteiro.

Sexta feira

Foi dia de festejar com os amigos, o Restaurante do repasto foi O Dona Elvira (se ainda não conhecem, vão até lá que não se vão arrepender) maravilhoso como sempre, comeu-se Açorda de Gambas, Caril de Gambas, Bacalhau a Lagareiro, Picanha, Maminha com tapioca, Naco de Vitela, Secretos de Porco Preto, tudo maravilhoso como sempre  e tudo regado como sempre também pelo fantástico vinho tinto da casa “Dona Elvira” produzido pela Quinta do Sobral.

(Aos meus amigos um Muito Obrigada a todos, Vocês são espectaculares)

Sábado

Já tinha decidido que por ser o primeiro dos “intas” queria festejar do forma diferente, queria recordar de forma diferente, então a escolha recaiu num fim de semana fora com o Hubby e os Papás no Porto, escolha mais que lógica para uma foodie e wine lover como eu claro está.

O Hotel

O Castelo de Santa Catarina , fica como não podia deixar de ser na Rua de Santa Catarina a cerca de 20 minutos a pé da Ribeira, está assim numa localização privilegiada, muitíssimo perto do centro mas também numa zona  que permite aos hóspedes um óptimo descanso quando regressam ao hotel, é pois um pequeno paraíso no centro do Porto.

Actualmente o hotel possibilita dois tipos de alojamento, o clássico no próprio castelo, que apela ao hóspede que pretende deixar-se envolver pelo charme e requinte de outrora num ambiente de arquitectura clássica, e o moderno (foi onde ficamos) localizado no jardim para o hóspede que aprecia a arquitectura contemporânea dispõe de quartos com vista panorâmica sob o jardim numa envolvência sublime, amplos e com uma luz natural que não irá deixar ninguém indiferente. A minha mãe adorou este contraste entre o moderno interior e o exterior que nos reportava a outros tempos.

Se tiverem oportunidade não deixem de falar com o proprietário, extraordinário na explicação da história deste Castelo e de todo o trabalho que tem realizado na manutenção do mesmo. Percam também algum tempo a explorar os recantos vão ficar surpreendidos com os pormenores que vão encontrar.

Outra coisa a não perder é o pequeno almoço, que maravilha gastronómica: ovos mexidos, cogumelos salteados, bacon frito, fruta fresca cortada, queijo, fiambre, tomate cortado, variedade de manteigas e doces, variedade imensa de bolos, croissants e pão, sumo de laranja natural e café expresso uma pequena maravilha cujo único arrependimento que tenho é não ter tirado fotos para vos mostrar, pelo que vão ter de ir lá experimentar e depois digam-me se é ou não uma pequena tentação pela manhã.

Vão até lá e façam um festinha a Camila por mim, é a gata de estimação do staff e principalmente hóspedes, aposto que não vão resistir aos seus encantos.

A tarde

O resto da tarde foi passado a explorar a baixa, sem destino, apenas a deambular, a observar as ruas, os edifícios, as pessoas e a visitar algumas lojinhas de antiguidades, velharias, souvenirs,  compramos alguns souvenirs e umas t-shirts na Typographia loja t-shirts extravagantes, designers de todo o mundo mas com produção nacional … acabamos na Tarberna do largo para um lanche de final de dia em pleno coração do Porto, uma pasta à Tarberna, uma queijo de Alcains no forno com ervas, eu e a minha mãe com um belo copo de rosé do Douro, o hubby copo tinto também Douro e o meu pai um Cerveja Artesanal produzida no porto, a Burguesa, e que inveja da escolha dele a cerveja é Maravilhosa, neste caso foi a versão Imperial IPA que tem um travo a citrinos aposto que excelente para o Verão que ai vem, fiquei fã. Um fim de dia MARAVILHOSO.

A noite

O cáBARé foi a prenda de aniversário do hubby, e meus amigos… ele conhece-me tão bem! Este espaço bem ao estilo Madrid/Barcelona, mistura na perfeição restaurante e bar, não fosse a máxima do espaço

“first we eat, then we do everything else”

Situado em pleno pulmão da baixa do Porto, mais concretamente na Rua Conde de Vizela, é daqueles espaços que me dá vontade de mudar de cidade num “heart beat” … Espaço de extremo bom gosto, com empregados 5 estrelas e ambiente maravilhoso, fazem dele uma visita obrigatória na próxima ida ao Porto.

O jantar estava absolutamente divino, foi degustado com Trinca Bolotas Tinto, da Herdade do Peso, vinho Regional Alentejano intenso que mistura castas Alicante Bouschet, Touriga Nacional,e Aragonez uma pequena maravilha.

Entradas:

  • Queijo panado com coulis de frutos vermelhos
  • Migas de ovas de bacalhau
  • Folhadinhos de alheira com molho agridoce

Pratos principais

  • Risotto de rabo de boi para o hubby e o meu pai
  • Risotto de cogumelos para mim
  • Esparguete nero com gambas para a minha mãe

Para terminar, um favorito meu,  um prato de queijos.

O café e um gin para terminar a visita foi tomado no piso inferior, mas também podia ter sido no jardim interior/exterior que existe no centro do espaço rodeado de sofás e aquecedores de exterior (não aconteceu, porque estava a jogar o Benfica e aqui a adepta queria ver o jogo), mais um pequeno/grande detalhe que torna este espaço uma pequena maravilha de visita obrigatória.

Ficamos os quatro fãs e iremos de certeza regressar numa próxima visita ao Porto. (A pena que eu tenho de não existir uma coisinha destas por estes lados)

Muito Obrigada ao hubby que não podia ter escolhido melhor prenda nem melhor local para o jantar dos 30!!! You rock baby!

Domingo

A manhã de Domingo foi aproveitada para digerir o pequeno almoço do “demo” com uma caminhada pela cidade. Descemos a Santa Catarina até a ribeira,  percorremos a Ribeira até a Ponte D. Luís I, subimos á Sé do Porto e descemos até aos Aliados onde íamos almoçar, mais precisamente ao Ro na Rua Ramalho Ortigão… Depois de uma manhã bem “animada” e depois de apanhar uma pequena “molha” pelo caminho o ramen veio mesmo a calhar.

O Ro cuja especialidade é o Ramen, comida de rua do Japão directamente para o Porto. Foi a nossa primeira incursão neste tipo de culinária, nunca nenhum de nós tinha experimentado e ficamos agradavelmente surpreendidos. Gostei imenso das entradas, tártaro de salmão picante, bolinhas panadas de batada doce e barriga de porco panada. Os ramens sinceramente já não me lembro exactamente qual era qual, sei que provei de todos os que pedimos e não ouve nenhum que não gostasse! Pelo que é ir e arriscar!

Para terminar o fim de semana, uma coisa que eu queria mesmo muito, visitar a Livraria Lello, abriu em1906 foi casa de homens das letras e das artes, inspiração para famosos escritores, palco de tertúlias e espectáculos, hoje é visitada diariamente por pessoas de todo o mundo. A entrada custa 4 euros por pessoa, valor que é descontado no preço de livro, caso adquiram algum.

A livraria é mais pequena do que imaginava, mas deslumbrante, se são fãs do Harry Potter como eu vão adorar, têm imensa coisa relacionada com a saga para além dos livros é claro. Nas restantes secções no entanto não se fica nada atrás, dos livros técnicos aos romances, passando pela banda desenhada e policiais têm uma selecção fantástica. Vale muito a pena a visita sejam fãs do Harry Potter, de História ou apenas leitores ferozes!

And it was…

 

Experimenta e vê se gostas #2

I’m back…

Volto ao activo aqui no blog com uma sugestão espectacular para este dia a saber a Verão…

Se como eu que com as temperaturas que se tem sentido nestes dias já só pensam em sandálias e vestidos em “esplanadar”, praia, mar, cerveja gelada, vinho branco a estalar, marisco , grelhados no final da tarde e por aí fora…

Vão adorar esta ideia para um lanche de final de tarde 🙂

O vinho

  • Região: Península de Setúbal
  • Castas: 30% Fernão Pires, 30% Arinto, 20% Antão Vaz, 20% Chardonnay
  • Teor alcoólico: 13.5º
  • Produtor: Casa Ermelinda Freitas
  • Servir: 12º a 14º (aconselho a 12º)

O lanche

  • Camarão
  • Mousse de queijo, alho e ervas Président Rondelé
  • Queijo fresco temperado com azeite, orégãos, e pimenta branca
  • Tostas
  • Maionese caseira

Enjoy the weather…

 

 

Dia dos Namorados #2

ideia de última hora…

Surpreendam a vossa cara metade com coisas simples mas que valem tudo. Esta “receita” é ideal para uma surpresa culinária sem que tenham de ser uns experts na matéria. Passem num supermercado a caminho de casa e atrevam-se a experimentar…

Ingredientes:

  • Pão tipo Alentejano
  • Queijo Brie
  • Tomilho fresco
  • 1 embalagem de Framboesas frescas
  • 1 embalagem de pistachos

Modus Operandi

  1. Pré-aquecer o forno a 180º
  2. Com uma faca bem afiada fazer um “carapuço” no pão da dimensão do queijo brie e retirar o miolo desse carapuço.
  3. Cortar o Queijo a meio e colocar metade no pão
  4. Cobrir com metade dos pistachos picados, 2 ou 3 raminhos de tomilho e metade das framboesas inteiras
  5. Colocar a outra metade e cobrir com o resto dos pistachos picados, framboesas e tomilho
  6. Levar ao forno cerca de 20 min (atenção, este tempo foi no circulante, o melhor é ir verificando quando o pão está tostado e o queijo derretido)
  7. Acompanhar com o miolo do pão retirado e tostas

Acompanhem com o vinho da vossa eleição. Aqui a escolha caiu num Alicante Bouchet que com o seu aroma a frutos silvestres não podia ter casado melhor com este prato.

Please enjoy yourselves!

Dia dos Namorados #1

Por aqui não existe o hábito da troca de prendas nem de ir jantar fora. Perdi esse hábito, acho que logo a seguir á adolescência. Sou mais de dar prendas sem dias assinalados e de ir comer fora porque me apetece e não porque é o “obrigatório” para assinalar este dia.

No entanto não sou de maneira nenhuma anti romantismo. O romantismo é parte fundamental em qualquer relação, por isso se esta é a desculpa para o trazer á luz do dia… go for it

Aqui por casa normalmente faz-se um jantarinho diferente acompanhado de um vinho especial e o resto do programa da noite inclui sofá, pipocas e filmes … simple and good

Assim, aqui vai uma sugestão para surpreenderem a vossa cara metade ou para prepararem a dois

Vinho

  • Verdelho 2014  Herdade do Esporão (servir bem fresco)

Entradas

  • Linguiça salteada com ananás fresco
  • Queijo Burrata
  • Pão sementes

Principal

Enjoy

Reguengos de Monsaraz #4

 

Monsaraz

Antes de começar a falar sobre Monsaraz devo confessar que adoro tudo o que é vila e feira medieval, gosto do misticismo e da atmosfera que se respira nestes locais. Então, assim sendo dar um salto a Monsaraz era uma “obrigação”.

E fomos logo pela manhã depois de um pequeno almoço reforçado! Estacionamos o jipinho na entrada de Monsaraz, onde aproveitamos para tirar umas fotos maravilhosas do Alqueva visto da encosta, e seguimos a pé, pois esta vila como todas as vilas medievais são para ser descobertas a pé.

Então e assim que entramos na vila o que encontramos? A loja de vinhos Ervideira! Fica na antiga escola pública de Monsaraz, podem adquirir vinhos, fazer provas e marcar visitas a adega (como eram 11h da manhã achamos um bocado cedo para provas de vinhos e ficamos apenas pelo registo fotográfico).

Adoro esta calçada milenar e a forma como mantêm a originalidade da vila, vão com tempo e passeiem, observem, respirem este ambiente não sei como sentir esta vila de outra forma. Acho que o mais turístico que fizemos nesta primeira ida a Monsaraz foi comprar uns “souvenirs” nesta lojinha junto ao castelo, o que valeu a pena, não achei nada caro e têm bastante variedade.

"Uma imagem vale mais que mil palavras" Confúcio

E esta vila é a personificação desta citação, visitem-na, deambulem pelas ruas sem roteiro definido, observem as casas, as ruas, a vista imensa sobre o Alentejo, admirem as lojinhas que parecem ter sido retiradas de uma qualquer casa de bonecas, a vila é linda e merece uma visita sem pressa.

O almoço foi aqui “Taverna os Templários”, provavelmente não terá sido a melhor escolha para o que pretendíamos, estava um dia extremamente quente e a nossa ideia era tapear, felizmente eles têm uma carta de entradas magnifica e conseguimos o propósito (fiquei com vontade de regressar para provar os pratos de “faca e garfo” que tinham muito bom aspecto), posto isto o almoço foi regado com um  Verdelho 2014  “a estalar” e as tapas:

  • queijo ao forno com azeite e tomilho fresco
  • azeitonas
  • salada de polvo
  • salada de pimentos assados
  • prato de fumados (presunto, salpicão e painho regionais

O almoço também serviu para planear a tarde, trilho do wikiloc que nos levou por vinhas, herdades, Menir do Outeiro (este é conhecido como Penedo Comprido e é considerado um dos mais notáveis da Península Ibérica) e junto ao Alqueva. Uma tarde espectacular por Reguengos off-road.

O jantar foi no MARAVILHOSO O Barril, não podíamos terminar a nossa escapadinha sem ir experimentar este Restaurante, tinha lido muitíssimo bem sobre ele tanto no boa cama boa mesa, como no tripadvisor, e tenho-vos a dizer que não defraudou absolutamente em nada… Gostamos tanto que voltamos no dia seguinte para o jantar de despedida por terras Alentejanas, tive pena de termos guardado esta ida para o final da viagem. Erro que não iremos cometer na próxima ida a Reguengos.

Ora este  jantar propriamente dito teve como entrada umas linguiças com ananás e azeitonas, que não chegaram a ser fotografadas (shame on me) e esta Maravilhosa sopa de Cação, a melhor que já comi até hoje, acompanhado de um Reguengos Reserva 2012 não podia ter sido mais perfeito. Vão até lá, prometo que não se vão arrepender!!!

next last day in dreamy Reguengos… Stay tuned

Reguengos de Monsaraz #3

O Alentejo é lindo…

Para o terceiro dia tomamos o pequeno almoço tarde no hotel e aproveitamos um pouco a piscina. Saímos antes de almoço para dar uma volta pela cidade e decidir onde almoçar, depois de recorrer ao tripadvisor o Plano B foi o escolhido.

Caímos no Plano B um pouco por acaso, estávamos perto e já era tarde para andar a procurar restaurantes, um dos últimos comentários do tripadvisor dizia que os lagartos de porco preto grelhados com migas de espargos eram os melhores do Alentejo e isto foi razão mais que suficiente para entrarmos. A entrada do restaurante é bastante imponente com uns tetos abobados altíssimos o que contrasta com a decoração moderna do espaço, na minha opinião torna o ambiente um pouco frio mas nada de grave.

Ora o que realmente interessa é a comida e essa meus amigos não nos defraudou em nada, muito pelo contrário, os lagartos com migas de espargos são realmente os melhores que comi até hoje, são a especialidade da casa e são realmente imperdíveis. Acompanhamos com um vinho tinto da casa que estando no Alentejo é sempre óptimo, a sobremesa teve que ser uma iguaria tipicamente alentejana, sericaia com ameixa em calda, uma pequena maravilha. Para terminar uma refeição do melhor que o Alentejo tem para oferecer, um licor de vinho branco produzido pelo empregado que nos serviu, tão bom que não resistimos a trazer connosco duas garrafinhas um branco e um tinto.

Para contrariar a vontade terrível de fazer uma sesta após almoço, fomos visitar a Adega CARMIM (Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz – criada em 1971por um grupo de 60 viticultores com o objetivo de produzir e comercializar vinho, a partir da uva de um grupo de viticultores da região), como era domingo e não tínhamos feito marcação prévia não conseguimos visitar a Adega nem fazer a prova de vinhos o que não nos impediu no entanto de visitar a loja e trazermos uns quantos exemplares connosco com o objetivo de fazer a prova em casa! E foram eles (farei um post individual sobre cada um):

  • Monsaraz Alicante Bouschet
  • Monsaraz Cabernet Sauvignon
  • Monsaraz Trincadeira / Aragonês
  • Monsaraz Syrah
  • Reguengos Garrafeira dos sócios
  • Reguengos Reserva em Homenagem a José Mestre Batista

Já que estávamos numa de compras e “recuerdos” fomos até São Pedro do Corval

S. Pedro do Corval é o maior centro oleiro do país conta actualmente com 22 olarias distintas entre si, no modo de trabalhar o barro e na maneira de decorar as peças “pintura”.

A primeira paragem foi no Centro Interpretativo da Olaria, Casa do Barro,  esta destina-se a preservar os pedaços de história desta comunidade, instalada numa antiga olaria que foi recuperada para nos dar a conhecer todo o ciclo desde o barro ao produto final, um pedaço de história viva que vale a pena conhecer.

Depois de visitarmos a Casa do Barro demos uma volta pelo Corval e visitamos algumas lojas de olaria, acabamos por comprar um jarro de vinho e alguns copos “very tipical” na olaria José Cartaxo.

Terminadas as compras foi altura de regressar ao hotel e aproveitar a piscina num final de dia de Outono a saber a Verão.

O jantar foi no Aloendro, este restaurante tem uma esplanada fantástica o que nos permitiu aproveitar o pôr-do-sol enquanto degustávamos um Tapada do Barão tinto acompanhado de umas entradas tipicamente alentejanas, presunto, queijo, pimentos assados com alho e azeitonas pretas temperadas como só os Alentejanos sabem. Gostamos tanto do vinho que para acompanhar o prato principal, atum braseado e chocos fritos escolhemos o Tapada do Barão branco, o que tornou a refeição perfeita.

Next…

Monsaraz

 

Reguengos de Monsaraz #2

Herdade do Esporão

Tudo começou quando andava nas pesquisas de adegas, herdades e afins uma vez que íamos num espírito de Enoturismo. Quando entrei no site da Herdade do Esporão (cliquem na foto acima para o link da Herdade) bati com os olhos no programa pôr-do-sol, e pronto ficou decidido na hora como ia ser o início da escapadinha a Reguengos.

Não podia ter escolhido melhor início…

Saímos do Outeiro do Barro, como era relativamente cedo e estavamos perto da Herdade (cerca de 15 min) decidimos ir em modo TT até lá, marcamos o ponto no gps e lá fomos, demoramos cerca de 1 hora a chegar e valeu muito a pena, o caminho que escolhemos levou-nos por entre as vinhas uma paisagem tão maravilhosa e tão imensa que até me esqueci de fotografar, shame on me!  Chegamos ao final da tarde como era suposto e encontramos uma paisagem de cortar a respiração.

O programa “pôr-do-sol” acontece na esplanada do Restaurante da Herdade, ora a esplanada termina onde inicia a vinha, podem imaginar uma paisagem que se estende até ao perder da vista. A acompanhar a vista e o sabor um Deep House Chill Out Lounge Music torna o fim de tarde no Esporão uma experiência a repetir, aqui  a máxima “nunca voltes ao lugar onde já foste feliz” não se aplica.

O menu do programa consistia em petiscos reinventados pelo chef, regados com vinho á escolha (garrafa ou servido a copo)

  • Monte Velho Tinto 2013
  • Vinha da Devesa Rosé 2012
  • Verdelho 2011
  • Vinho da talha tinto
  • Sangria Branca ou rosé

Nós para iniciar e acompanhar as entradas optamos pelo Verdelho 2011, gostei mesmo muito (eu esquisitinha do vinho branco me confesso), achei o vinho fresco, aromático e bastante agradável ao paladar, foi o ideal para degustar antes e durante as entradas.

E as entradas??? Fico já cheia de fome só de pensar nas entradas, mas cá vão:

  • Pão alentejano
  • Degustação de azeites do Esporão (com direito a explicação, muito bom)
  • Cascas de batata com molho de alho torrado
  • Mousse de aves com pickles da horta
  • Tábua de queijos e carnes curadas

E entretanto passamos ao tinto!

Para acompanhar o prato principal Cabeça de Xara com ameixa assada, o Monte Velho foi perfeito, vinho tipicamente alentejano composto por uvas de toda a região foi o ideal para terminar esta experiência visual e gastronómica. Como dizem na Herdade

“Sempre fiel às suas origens, Monte Velho é o Alentejo num copo”

… e eu não podia estar mais de acordo!

See u soon

Reguengos de Monsaraz #1

Hoje foi dia de acordar com a vontade de entrar no carro e partir á descoberta. Não sendo possível, e para apaziguar a necessidade, passei o dia a planear a próxima grande viagem deste ano e a tirar algumas ideias para escapadinhas de fim de semana. O que me levou a revisitar fotografias de férias e escapadinhas anteriores, e assim irá começar uma série de posts sobre o Maravilhoso Alentejo do meu coração, mais propriamente sobre Reguengos de Monsaraz e o que andamos a fazer por lá.

Ora venham daí…

Era um Outubro quente a fazer lembrar o início de Verão e não o fim, Reguengos tinha ganho a classificação de Capital Europeia do Vinho (o que fez que em 2016 registasse a denominação de “Capital dos Vinhos de Portugal”) e isto foram razões mais que suficientes para ir lá passar um fim de semana mais prolongado.

 

Outeiro do Barro (foto retirada do Google)

Ficamos por aqui, Outeiro do Barro (cliquem na foto para o site ) a 1 km de Reguengos de Monsaraz onde as vinhas começam até as perdermos de vista.

E não podíamos ter escolhido melhor, fizemos a reserva de 2 noites pelo Booking mas acabamos por ficar 4, por isso já podem ver  o quanto gostamos. Vai ser difícil descrever este sítio mas vou dar o meu melhor.

Fotos pessoais e retiradas do site do Outeiro

O Outeiro do barro é uma quinta rural com várias casinhas (os quartos), em volta de um pomar de laranjeiras que se prolonga até á piscina de água salgada. Cada casinha possuí um pequeno alpendre com mesa e cadeiras ideal para petiscar ou saborear um bom vinho Alentejano enquanto o sol se põe.

O pequeno almoço servido na sala ao lado da recepção é um verdadeiro manjar dos Deuses Alentejanos, bolo caseiro do dia é algo com que se pode contar sempre, bem como vários queijos e enchidos locais, variedade de pães, iogurtes variados, sumo de laranja natural, café expresso, uma pequena maravilha que se não tivermos cuidado ficamos também almoçados! Não deixem de subir até ao terraço por cima da sala tem uma vista panorâmica maravilhosa.

Claro que esta boa experiência se deve á Maravilhosa Rita e igualmente Maravilhosos pais que tornam este espaço na nossa casa desde o momento que passamos os portão, são incansáveis em tornar a estadia memorável e fazem com que a partida se torne num até já.

Deixo-vos com este paraíso…

Next o pôr do sol na Herdade do Esporão

reguengos5

Stay tuned…

 

 

 

 

Experimenta e vê se gostas #1

Aproveito o final do ano para inaugurar esta rubrica do “experimenta e vê se gostas” , que nada mais é do que vos dar a conhecer vinhos e comidas que vou descobrindo por este mundo fora.

Ora para iniciar teria que ser com algo que ocupasse um lugar quentinho no meu coração!

Vinho Invisível – Adega da Ervideira

Apresento-vos um dos meus vinhos preferidos de todo o sempre, Invisível. Se ainda não conhecem corram até á garrafeira mais próxima e aproveitem para ficar conhecer, a passagem de ano parece-me uma excelente altura para experimentar este vinho.

O Invisível é produzido na Adega da Ervideira, em pleno coração alentejano, esta adega fica na Herdade da Herdadinha,  Vendinha, a cerca de 10km de Reguengos de Monsaraz.

O que torna este vinho tão magnífico é o facto de ser um vinho branco de uvas tintas obtido a partir da lágrima de uvas tintas da casta Aragonês. A vindima nocturna, o transporte refrigerado até á Adega e a fermentação a baixas temperaturas, permite á Ervideira, obter um vinho Invisível.

  • Região: Alentejo
  • Castas: 100% Aragonez
  • Teor alcoólico: 13º
  • Produtor: Ervideira
  • Servir: entre 6 a 8º

Acompanha muitíssimo bem pratos de sushi e marisco, já comprovado por mim bem mais que uma vez, mas também já acompanhou uma bela sopa de cação alentejana e digo-vos uma coisa soube-me maravilhosamente bem! Experimentem e digam de vossa justiça… Tenho a certeza que não se vão arrepender!

Enjoy !

Hope that next year be full of good wine and good food!