Reguengos de Monsaraz #5

 Last day in dreamy Reguengos e a promessa de um regresso…

O último dia em Reguengos obrigou a uma visita a Mourão, não podíamos ir embora sem uma passagem pela Adega Velha.

É o Alentejo numa Adega. Devem-se contar pelos dedos das mãos o número de restaurantes de alma Alentejana neste “nosso” Alentejo que ainda resistem ao passar dos tempos. Este encontra-se em Mourão, vila Alentejana na margem esquerda do Guadiana, numa rua onde a pequena “tabeleta” nos indica o local e onde o entoar do Cante Alentejano nos confirma que chegamos ao sítio certo.

Vá com calma, vá com alma, que o Alentejo é inimigo da pressa. Aqui cozinha-se a mais de 20 anos e faz-se vinho da talha a mais de um século, pelo que o Alentejo puro está aqui , entranhado nas paredes e chão deste espaço que já foi só Adega e que agora é  Alentejo vivo, mantido por aqueles que servem, produzem e frequentam este espaço.

Para aconchegar o estomago antes do almoço veio para a mesa um belo queijo da região, salpicão, azeitonas e pão alentejano tudo bem regado com o vinho da talha (produção própria), entre as entradas e a sopa da panela que veio depois entoava pela Adega o cante Alentejano que um grupo de amigos entoava ao balcão enquanto bebia um copo de vinho. Uma refeição perfeita e impossível de descrever. Espero que se mantenha assim por muitos e bons anos, da nossa parte será um até breve.

“Embriagai-vos!”